EMPRESAS ACUSADAS DE TRABALHO ESCRAVO FINANCIARAM CAMPANHAS
Autor: Amanda La Scala / Folha de S. Paulo
Categoria: Brasil
Data: 05-01-2007 10:40
 

Quatro empresas que constam da nova "lista suja" do trabalho escravo ajudaram a eleger o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), e o senador José Sarney (PMDB-AP), além de cinco deputados federais.

Ao todo, os vitoriosos receberam R$ 182 mil das empresas Simasa (Siderúrgica do Maranhão), Siderúrgica Gusa Nordeste, Pinesso Agropecuarista e Jorge Mutran Exportações e Importações, autuadas por manter funcionários em situação análoga à escravidão, segundo o Ministério do Trabalho.

A nova lista, atualizada semestralmente, foi divulgada há 15 dias pelo ministério. A campanha de Déda recebeu R$ 50 mil da Simasa, que afirma ser signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. Em duas unidades de responsabilidade da siderúrgica, do grupo Queiroz Galvão, no entanto, foram libertados 57 trabalhadores --45 no Pará e 12 no Tocantins. Ela está desde julho deste ano na lista.

Já a campanha de Sarney foi agraciada com R$ 50 mil da Gusa Nordeste. A siderúrgica é uma das novatas do documento. Sua inclusão deve-se à libertação de 18 trabalhadores em Açailândia (MA). Entre os deputados eleitos está um ex-ministro do governo Lula: Eunício de Oliveira (PMDB-CE), que esteve à frente da pasta de Comunicações e foi o segundo mais votado do Estado nestas eleições. A Simasa doou a ele R$ 25 mil.

 
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