DISCIPLINA E RESPEITO ATRAVÉS DO ESPORTE VOLUNTÁRIO
Autor: Amanda La Scala
Categoria: Responsabilidade Social
Data: 20-11-2006 16:17
 
 

         Não há como. Filho de peixe, peixinho é. E no caso de Marcos Alexandre Daud, 36 anos, não teria como ser diferente. Sensen, dono da Academia Daud, e coordenador do projeto JudôKids, ele é filho de Constantino Daud, fundador e presidente do Grupo Cáritas. Marcos diz que cresceu envolvido com trabalhos sociais. “Desde pequeno acompanho meu pai fazendo trabalhos voluntários no México 70, percorrendo as marquises de carro e levando mantimentos e cobertores aos mais necessitados”.


         E a idealização e realização do projeto JudôKids – “Criança que luta não briga” foi a sua forma de contribuir e não deixar a corrente “voluntária” da família Daud terminar. “O objetivo do projeto é proporcionar a essas crianças um futuro digno, um acompanhamento psicológico, apoio e acima de tudo, fixar valores como a disciplina, o respeito, e o caráter”, explica.


         O projeto teve início em abril de 2002, e está prestes a completar cinco anos de existência. Marcos conta que atualmente está com uma turma de 35 alunos. “Funciona da seguinte maneira: entro em contato com o CREAS e peço para que eles mandem crianças com idade entre sete e 15 anos, dentro do perfil traçado. A única exigência é que a criança ou adolescente esteja estudando”, afirma.


         Tendo como próximo passo registrar o projeto e angariar fundos, Marcos diz que é extremamente recompensante estar perto das crianças. “Me faz um bem enorme. Através do esporte essas crianças terão uma chance, algo a almejar. Já tive vários alunos que competiram, e ganharam medalhas. Mas nem todos serão campeões e isso não é o mais importante aqui. Eu os ensino a ter uma perspectiva de vida, e aprender a acreditar num futuro melhor”.


         Dona Elza Diamantino, 70 anos e bisavó de cinco alunos do sensen Marcos, todos com idade entre sete e 10 anos diz que eles adoram a aula. “Nossa, eles não vêem a hora de chegar terça e quinta”, sorri. Elza acompanha as crianças nas aulas há 2 anos. “Sempre dou um jeito de trazê-los e fico assistindo. Não fossem minhas duas hérnias, eu com certeza estaria lá mostrando para eles como se faz”, brinca. Quanto ao professor e a oportunidade, dona Elza não mede elogios. “A aula é maravilhosa. E eles estão aqui, praticando esporte ao invés de estarem por aí nas ruas. Para mim é maravilhoso. E o Marcos é ótimo com eles, briga na hora certa, brinca na hora certa... Eles o adoram”, finaliza.   


           

 
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